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Gosto da Amazônia leva pirarucu manejado à São Paulo

18 de Novembro de 2020 às 23:00

gosto da amazônia

Gosto da Amazônia é uma marca coletiva criada para promover a comercialização do pirarucu silvestre de manejo. A partir da difusão do “sabor que preserva a floresta”, que é o slogan da marca, a Gosto da Amazônia contribui para a conservação, comércio justo e transparente e desenvolvimento econômico local. O pirarucu comercializado pela marca, é oriundo do Coletivo do Pirarucu, que reúne associações de base, ONGs, órgãos governamentais e cooperativas internacionais que realizam de forma colaborativa o manejo participativo em treze diferentes territórios no Amazonas. A Associação de Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) coordena os arranjos comerciais para que sejam justos, sustentáveis e nos moldes da economia solidária. Cerca de 90% do pirarucu manejado é vendido no próprio Estado do Amazonas, mas no ano passado chegou ao Rio de Janeiro onde já está inserido no cardápio de diversos restaurantes, e, neste ano, alcançou São Paulo. A venda para hotéis, bares e restaurantes é realizada pela plataforma Biobá, e o consumidor final pode encontrar a barriga, conhecida pelos amazonenses como ventrecha, e o lombo do pirarucu no Instituto Chão e no Instituto Feira Livre, ambas associações sem fins lucrativos que trabalham com produtos orgânicos e da economia solidária na cidade de São Paulo. A comercialização do pirarucu manejado em outras regiões do país é um importante passo para a valorização do peixe selvagem manejado, muito superior em qualidade quando comparado ao peixe de piscicultura em termos nutricionais, de sabor e de benefícios sociais. A Gosto da Amazônia é uma iniciativa fundamental para que o pirarucu possa ser comercializado a um preço justo, beneficiando os manejadores que prestam um serviço imensurável à proteção da floresta e à qualidade de vida das comunidades tradicionais. Visite o site ou Instagram da Gosto da Amazônia para saber todos os estabelecimentos que comercializam o pirarucu manejado no Rio de Janeiro e São Paulo.

Por: Clara Machado


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